2.08.2012

O trabalhador, por Frithjof Schuon



"Como definir a posição ou a qualidade do trabalhador moderno? Responderemos em primeiro lugar que o "mundo do trabalhador" é uma criação totalmente artificial, devida à máquina e à vulgarização científica que a esta se liga; dito de outro modo, a máquina cria infalivelmente o tipo humano artificial que é o "proletário" ou, antes, ela cria um "proletariado", pois se trata, em tal caso, essencialmente de uma coletividade quantitativa e não de uma "casta" natural, ou seja, que tivesse seu fundamento em determinada natureza individual. Se se pudesse suprimir as máquinas e reintroduzir o antigo artesanato, com todos os seus aspectos de arte e de dignidade, o "problema do trabalhador" deixaria de existir; isto vale mesmo para as funções puramente servis ou para os ofícios mais ou menos quantitativos, pela simples razão de que a máquina é inumana e anti-espiritual em si. A máquina mata, não somente a alma do trabalhador, mas a alma enquanto tal, portanto também a do explorador: o par explorador-trabalhador é inseparável do maquinismo, pois o artesanato impede esta alternativa grosseira por sua própria qualidade humana e espiritual. O universo maquinista é acima de tudo o triunfo da ferragem pesada e dissimulada; é a vitória do metal sobre a madeira, da matéria sobre o homem, da astúcia sobre a inteligência; expressões tais como "massa", "bloco", "choque", tão frequentes no vocabulário do homem industrializado, são totalmente significativas para um mundo que está mais perto dos insetos do que dos humanos. Não há nada de surpreendente no fato de que o "mundo do trabalhador", com sua psicologia "maquinista-cientificista-materialista" seja particularmente impermeável às realidades espirituais, pois ele pressupõe uma "realidade ambiente" totalmente artificial: ele exige máquinas, portanto metal, ruídos, forças ocultas e pérfidas, uma ambiência de pesadelo, do vaivém ininteligível, numa palavra, uma vida de insetos na feiúra e na trivialidade; no interior de tal mundo, ou antes de tal "cenário", a realidade espiritual parecerá uma ilusão patente ou um luxo desprezível. E não importa qual ambiência tradicional, ao contrário, é a problemática do "trabalhador" — portanto maquinista — que não teria mais nenhuma força persuasiva; para torná-la verossímil é preciso portanto começar por criar um mundo de bastidores que lhe corresponda e cujas próprias formas sugerem a ausência de Deus; o Céu deve ser inverossímil; falar de Deus deve soar falso."

Trecho extraído do livro "O Sentido das Raças" de Frithjof Schuon (1907-1998), principal porta-voz da Escola Perenialista. Sua obra permanece como uma das mais profundas incursões no estudo comparativo entre as religiões ocidentais e orientais, em busca (não apenas intelectual) de uma "verdade essencial" presente em todas as formas reveladas.As partes grifadas são minhas e eu encontrei esse trecho publicado nesse site.

2.06.2012

II Ugra Zine Fest

Já reserve na sua agenda: dias 9 e 10 de março acontecerá em São Paulo a segunda edição do Ugra Zine Fest. 


O evento organizado pela Ugra Press é uma verdadeira overdose de atividades ligadas ao universo dos fanzines e das publicações alternativas. Oficinas, palestras, vídeos, exposições e muito mais, e nesse ano com a presença de caras como o quadrinista Marcatti e o agitador Nenê Altro.


1.20.2012

Estranhos sons vindos do céu



Um sujeito que tem uma obsessão por sons vindos do céu criou um blog e você se pega lendo-o compulsivamente após sua namorada enviar o link dele de forma absolutamente descompromissada. 

Você fica lendo o blog, assistindo aos vídeos e temendo-babando por tudo aquilo que vê, com uma nuvem de interrogações voando em cima da cabeça. Logo depois você sai de casa com sua câmera digital na mochila, ansioso para ter a sorte de captar algo parecido, em algum dia em que o Senhor te presentear com essa dádiva - e então nasceu mais um perturbado perseguidor de estranhos sons vindos do céu.

Trombetas dos arcanjos anunciando o início do fim? Ou conseqüências do HAARP e suas potencialidades desconhecidas? Eu fico com os arcanjos quando estou querendo fantasia e com o HAARP quando quero brincar de teoria da conspiração. E durante o resto do tempo, fico lendo o blog mais legal que conheci nesse 2012, o último ano de nossas vidas.


1.16.2012

Hinos da The Process Church of the Final Judgement


Lançado em 2010 através de uma parceria entre a casa editorial Feral House e o sêlo de occult black metal Ajna, Restored to One é o disco do Sabbath Assembly que apresenta versões do hinos rituais de um dos cultos mais controversos dos últimos anos, a The Process Church of the Final Judgement.

Agora um pouco de história.

1.15.2012

A pressa paulistana



São Paulo: a maior cidade do hemisfério sul, a capital da locomotiva bandeirante do Brasil, a desordenada aglomeração urbana que conjuga todas as contradições do horror chamado Brasil em versões cruas e sanguinárias.