12.22.2009

Histórias de amantes II

Na esquina da rua dela ele parou para comprar os bombons que tanto gostavam de compartilhar nas tardes dos sábados, nas tardes cheias de sexo e lascívia dos sábados.

Ela o esperava observando a rua pela janela. Ele se aproximava como sempre, o mesmo horário, o mesmo cabelo semi-úmido balançando com o vento, o mesmo sorriso que ela julgou há tempos atrás o mais belo sorriso do mundo (é próprio do amor exagerar e em especial as tolices).

E assim as tardes de sábado daqueles amantes tinham bombons, espera, sexo, cabelos semi-úmidos, sorrisos e lascívia, em ordenações mais ou menos repetitivas. Ambos tinham aceitado que as coisas seriam assim, e a repetição era encarada como um ritual ao qual se dedicavam satisfeitos.

Mas não há deus tão poderoso que convença um coração a sempre se curvar diante do mesmo altar: ela o esperava observando a rua pela janela e nesta espera imaginava que palavras utilizar para lhe dizer isso.

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